Rodar o caleidoscópio para ver os três ou mais Herculanos

Revista LER, nº 157 / Texto de Hugo Pinto Santos

De quem falamos, quando falamos de Alexandre Herculano? Quando o seu nome ocorre, e talvez pudesse ser menos raro, é o pioneiro do romantismo português que se refere? O romancista, ou o historiador? O poeta que depôs a lira antes dos 30 anos – ou o jornalista? É o soldado, o combatente pela liberdade? Será o defensor do casamento civil que se casou pela Igreja? Ou ainda o tribuno intermitente – a quem José Estêvão teria dito, ao vê-lo a ler por papéis, no fórum ainda incipiente da democracia portuguesa: «Ó senhor, largue a sebenta!»? De todas essas imagens se comporá Herculano, sem que uma das suas facetas nos autorize a esquecer as outras. Porque todas se implicam mutuamente para formar uma personalidade ímpar, e nada linear, da cultura portuguesa.

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